Ay, ay, ay, ay...

Ay, ay, ay, ay...

terça-feira, 16 de março de 2010

Saga no cabeleireiro...




Espelho meu, espelho meu...
há cabelo mais feio que o meu?






Já há muito tempo que usava o cabelo muito curto e de cor avermelhada. As minhas filhas resolveram que eu tinha de mudar o meu visual e arrastam-me para o cabeleireiro.

Falaram com a cabeleireira para me fazerem madeixas e para me aplicarem extensões. Começou o meu martírio: primeiro pintaram-me o cabelo que eu até gostei... depois, começaram a por-me as tais extensões.

A menina que estava a fazer o trabalho - que devia perceber tanto do daquilo como eu, que não percebo nada - puxava-me tanto o cabelo, que eu pensei que com extensões ou sem elas ia sair de lá careca. Mas, passadas umas seis horas, o meu cabelo estava comprido até ao meio das costas.

Como o meu cabelo não tinha anda a ver com as extensões, a mãe da dita menina veio cortar-me o cabelo, a fim de dar o tal jeito, que as cabeleireiras disseram que era preciso.

Cortou, cortou, cortou... até que o cabelo que me foi posto, ficou pouco maior que o meu. O cabelo foi seco virado para dentro e pareceu-me bem (eu vejo bastante mal e sem óculos não vejo nada e também já era noite). As minhas filhas, sempre muito caladas, viam que trabalho estava mal feito mas não queriam dizer-me. Acho que elas também não sabiam o que dizer. Talvez estivessem na esperança que, no fim, ficasse tudo bem.

Ao outro dia, quando me levantei, o cabelo já não estava virado para dentro e qual foi o meu espanto: estava às tesouradas! Parecia uma vassoura, a cor das extensões não tinham nada a ver com o meu cabelo, estava uma autêntica miséria.

Lá vou eu, outra vez, muito chateada, falar com a cabeleireira. Mas antes de lá ir, passei por dois cabeleireiros, a pedir a opinião: quase se riram na minha cara. Disseram que nunca tinham visto um trabalho tão mal feito e que eu devia exigir o dinheiro de volta.

Falei com com as ditas senhoras e elas disseram que o trabalho estava bem feito. As minhas filhas tiveram que se impor bastante e ela lá admitiu que, afinal, o meu cabelo era demasiado curto para as madeixas... Talvez se cortasse um pouco mais... E mandou lavar-me a cabeça outra vez.

A mãe começou a cortar-me, outra vez, mais cabelo. Eu deixei pois pensei que pior não podia ficar. Erro meu: fiquei com o cabelo do tamanho do meu e ainda aquela cola toda na cabeça que só me fazia dores.

Acabei por tirar tudo, pois não se viam extensões nenhumas.

E Assim fiquei: sem cabelo e sem dinheiro.

Aconteceu tudo isto pelo meu aniversário...

1 comentários:

Fê-blue bird disse...

Realmente esta saga era digna de um filme...de terror!

Por isso pinto o cabelo em casa e só o vou cortar de seis em seis semanas LOL
Tenho que lhe dar o nome da minha cabeleireira ;-)
Beijinhos

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