Ay, ay, ay, ay...

Ay, ay, ay, ay...

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

A um amigo

Este poema é desenhado com as mãos
de todas as sensações contidas
com os dedos que tocam a grafia desértica da lua
e sentem a leveza branca das montanhas
e a luz vagarosa que se expande
sinto na boca o sabor de um fruto fresco
suspenso em cada sílaba de sal
os meus gestos desenham camas marés
e nos ombros repousa uma melodia inacabada
quero unir a lenta luz deste poema
às carícias tímidas de um arbusto
que dança levemente com a folhagem

de Gisela Ramos Rosa

1 comentários:

Carmem Grinheiro disse...

Boa noite, Adelaide.
Tocar e falar com as mãos.
Um dos cinco sentidos apurados para reconhecer e acariciar a vida ao redor.
Bonito.
abç amg

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